JOÃO PAULO II, CORAÇÃO GRANDE E GENEROSO - Palavras de D. António Carrilho

João Paulo II, coração grande e generoso!
(a propósito da sua Beatificação)

A notícia da Beatificação do Papa João Paulo II para uma data tão próxima, dia 1 de Maio, dá-nos uma imensa alegria, cumprindo-se, oficialmente, o desejo e o pedido da multidão, que se congregou em Roma, por ocasião da sua morte.
Era o grande clamor do Povo de Deus que, reconhecendo a santidade daquela invulgar figura de Pastor da Igreja Universal, queria vê-lo proclamado na heroicidade das suas virtudes, como modelo no seguimento de Cristo e como intercessor, a quem recorrer em nossas necessidades e a favor da Igreja e deste Mundo, que tanto amava.
Não há dúvidas de que a Beatificação de João Paulo II toca, profundamente, as pessoas crentes e até muitos não crentes, que o admiravam e tinham por ele uma grande simpatia. É tocar a santidade, vivida e testemunhada no nosso tempo, neste tempo em que nós próprios vivemos.
É contemplar alguém como nós, muito humano e cheio de Deus, sentindo e preocupando-se com os problemas de todos, buscando e lutando pelas melhores soluções e respostas, não só para as questões religiosas, mas de um modo geral para todas as questões humanas e sociais, na defesa dos valores da vida e da dignidade dos homens e das mulheres, das crianças e dos jovens, dos idosos e dos doentes.
É a vida de alguém com um coração grande e generoso, que bem se espelha em toda a sua actividade: nos contactos fáceis e sem acepção de pessoas, nas mensagens e múltiplas viagens pelo mundo, na vida pastoral quotidiana e nos momentos extraordinários das grandes Jornadas Mundiais. Um coração de Apóstolo que a todos quer chegar e propor o Evangelho de Jesus, a Boa Nova que a Igreja não pode calar!
Para mim, pessoalmente, há momentos que não posso esquecer e razões para dar graças a Deus, sentindo uma especial alegria nesta hora. Recordo vários encontros com João Paulo II, por ocasião das actividades internacionais, enquanto fui Director do Secretariado Nacional da Educação Cristã; lembro que foi ele quem me nomeou Bispo e me enviou para Auxiliar da Diocese do Porto, em Fevereiro de 1999; e recordo tantas outras oportunidades de encontro com ele, que me foram proporcionadas como Bispo, tanto em Roma, nas tão significativas Visitas “ad Limina”, como nas Jornadas Mundiais da Juventude e da Família, e nas suas visitas a Portugal.
Hoje, como Bispo do Funchal, não posso também deixar de avivar no coração dos madeirenses a inesquecível Visita de João Paulo II à nossa Diocese, em 12 de Maio de 1991. Que bom olhar para ele, guardar a alegria do seu sorriso e do seu abraço, a força da sua personalidade e da sua mensagem, o testemunho da sua santidade! Em união com a Igreja Universal, alegremo-nos e bendigamos ao Senhor!

Funchal, 14 de Janeiro de 2011
† António Carrilho, Bispo do Funchal
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