Bispo do Funchal na celebração do Dia dos Consagrados

“Testemunhas do amor e da esperança”
“Sois chamados a ser testemunhas do amor e da esperança num mundo desorientado, que parece ter perdido o sentido da vida”, disse D. António Carrilho aos religiosos (as) que ontem celebraram na Sé o Dia do Consagrado. Na sua homilia, o Bispo do Funchal apontou apelou ainda a uma “leitura atenta dos sinais dos tempos”.

Foi num ambiente de “alegria jubilar” que a Sé acolheu, ontem à tarde, a celebração do Dia do Consagrado na nossa Diocese, presidida por D. António Carrilho. A presença de membros de vários Institutos religiosos, e fiéis em geral, traduziu-se numa “comunhão eclesial” e foi ainda motivo para a “acção de graças” de 19 Irmãs que festejaram bodas de rubi (1), diamante (9), ouro (8) e bodas de prata (1). “Testemunhas do amor e da esperança”, foi como o Bispo do Funchal se referiu ao contecimento e exprimiu algumas convicções, em forma de apelos, sobre o que deve ser a vida consagrada no mundo actual.
“Num mundo desorientado, vazio de valores e sob tantas pressões sociais, urge manter acesa a chama do amor, a jubilosa esperança e a a ousadia profética até à oferta da própria vida”, disse.
“Sede credíveis, sede sinal e memória viva do mistério de Cristo (...). Não vos deixeis envolver pelo activismo moderno que vos lança num ritmo apressado onde não há lugar para o acolhimento, para a escuta do coração, da vida e da intimidade com o Senhor. O primeiro, essencial lugar de aprendizagem da esperança é a oração, diz o Papa Bento XVI”, lembrou.
Na sua homilia, D. António Carrilho alertou ainda para as “prioridades” a ter em conta no trabalho apostólico. “O mistério do amor, com o seu dinamismo, projecta e orienta os consagrados para uma leitura atenta dos sinais dos tempos. Permanecei à escuta das eternas surpresas da hora de Deus que se revela nos acontecimentos da história”, apontou.
“O diálogo e a ajuda à humanidade são prioritários, privilegiando situações de periferia e de fronteira, na resposta às novas pobrezas, no serviço exigente da educação, no diálogo lúcido com o mundo da cultura e na atenção fraterna dada aos que vivem afastados da fé ou apenas guiados pela razão e pela ciência. (...) Sede no mundo actual o rosto e a voz da esperança, quer no silêncio da contemplação, quer no trabalho apostólico e missionário. (...) Não tenhais medo das crises que assolam este mundo globalizado porque no Senhor está a nossa esperança. As crises podem ser tempos favoráveis, oportunidades que ajudam a purificar o coração desfigurado pelo pecado e a despertar para o essencial. Cristo é a luz e a esperança viva dos consagrados, da Igreja e da humanidade”, sublinhou.
A celebração de ontem contou com vários sacerdotes diocesanos e também das Congregações Salesiana e Dehoniana, tendo o Bispo do Funchal feito referência ao Ano Sacerdotal e à pastoral das vocações. Antes da Missa, decorreu a “benção da luz” e uma procissão com velas acesas, no interior da Sé.
O coro litúrgico, sob a orientação do Irmão Monteiro ao órgão, foi constituido por religiosas de vários Institutos de vida consgrada.
Vera Luza
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