Palavras do Sr. Bispo aos jornalistas

Palavras de D. António Carrilho, Bispo do Funchal,
na abertura do encontro com os Jornalistas,
por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2009
Caros Jornalistas

É com muito gosto que vos saúdo e agradeço a vossa presença, em resposta ao convite do Gabinete de Informação da Diocese, para este encontro. Sede bem-vindos à nossa Casa, aqui neste espaço da Cúria Diocesana.
Como sabeis, o motivo do nosso encontro prende-se com a celebração do 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que ocorre no próximo domingo, Solenidade Litúrgica da Ascensão do Senhor. A Igreja faz memória do momento em que Cristo, ao deixar este mundo, lhe confia a grande responsabilidade de anunciar o Evangelho a toda a criatura. Por missão lhe compete fazer chegar a toda a gente, em todos os tempos e lugares, a Boa Nova da Palavra de Jesus e a força do testemunho da Sua Vida!
Trazer para este Dia uma particular atenção e referência aos Meios de Comunicação Social significa que a Igreja entende a fidelidade à missão, de forma aberta, sempre criativa e adaptada à linguagem e às potencialidades de cada época. Será que o tem conseguido? – Sabemos como tal é difícil; conhecem-se muitas limitações, sem dúvida, mas é preciso não deixar de afirmar esta sua convicção e desejo, a consciência de que a fidelidade à missão recebida de Jesus passa por procurar aproveitar e colocar as novas tecnologias ao serviço da verdade, do bem e do belo, “ao serviço de todos os seres humanos e de todas as comunidades” (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações 2009).
A Mensagem que o Papa publica, com um tema específico para cada ano, tem-se revelado de muito interesse e valor, não apenas para o âmbito interno da Igreja, mas também para a reflexão e desenvolvimento da Sociedade, em geral. É o caso da Mensagem de Bento XVI para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais (24 de Maio de 2009), sobre “Novas Tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”. É a Mensagem que vai ser apresentada, em traços gerais: dirigida especialmente aos jovens, pretende, como escreve o Papa, “encorajar todas as pessoas de boa vontade, activas no mundo emergente da comunicação digital, a que se empenhem na promoção de uma cultura do respeito, do diálogo e da amizade”.
É nobre o trabalho dos Jornalistas e outros operadores da Comunicação Social, sempre que se empenham numa correcta informação, com isenção e sentido de responsabilidade, sem outros interesses que não sejam o melhor serviço da pessoa e da sociedade. É, de facto, importante que a Comunicação Social, sem deixar de ser crítica em termos de opinião, seja verdadeira e isenta na informação dos factos e acontecimentos, responsável na reposição da verdade, sempre que tal se imponha. Só deste modo poderá ser elemento e factor de comunhão.
Mais uma vez vos saúdo: sede bem-vindos e obrigado, caros Jornalistas, pela vossa presença e por tudo quanto possais fazer, em cooperação e união de esforços, pela construção de uma nova civilização, a civilização do amor, que é a aspiração de todos nós.


Funchal, 22 de Maio de 2009

† António Carrilho, Bispo do Funchal
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