MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2014
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A QUARESMA DE 2014
Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza
(cf. 2 Cor 8, 9)
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
Monumento a Madre Wilson perpetua acção meritória
A cidade de Santa Cruz tem a partir de agora um “grupo escultórico” em memória de Madre Mary Wilson, a fundadora das Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias.
A inauguração, ontem de manhã, contou com a presença do Cardeal D. Manuel Monteiro de Castro, do Bispo do Funchal, D. António Carrilho, várias entidades oficiais, familiares da Irmã Wilson e a Superiora-Geral da Congregação, Ilda Tomás.
A escultura tem cerca de dois metros de altura é da autoria de Luís Alves Paixão e foi executada em betão branco. Está localizada no jardim municipal entre a igreja paroquial de Santa Cruz e a Misericórdia local; e na legenda lê-se: “Irmã Maria de São Francisco Wilson (1840-1916).”
Nas intervenções alusivas ao acontecimento, que foi presenciado por muita gente, salientou-se a “grande personalidade” e a “obra histórica” de Madre Wilson, apelidada de “Boa Mãe” em toda a Madeira e que ficou ainda conhecida como “Anjo da Caridade”, lembrou na cerimónia da bênção o Bispo do Funchal.
“Ela fez tanto pelas crianças, idosos e pobres de toda a espécie de valores”; a sua “acção deu-se em todos os campos”, com “um coração grande e olhos grandes para ver a necessidade da nossa gente”, referiu. “Esta escultura fica a lembrar o carinho, atenção, ternura, solicitude, na linha da caridade. Não é apenas uma imagem para os crentes contemplarem, é uma mulher crente e santa que serve de exemplo para crentes e não crentes, para todos aqueles que têm boa vontade, desejam servir os seus irmãos com toda a simplicidade para quem tiver bom coração, assim desejamos”, acrescentou D. António Carrilho.
Discurso de “gratidão” foi o que fez também o pároco de Santa Cruz, cónego Agostinho de Carvalho. “Toda esta zona de Santa Cruz está muito reconhecida a Madre Wilson, desde a construção da Misericórdia, até às escolas; e deixou uma marca em tudo, vale a pena imitar esta mulher extraordinária”, disse.
Por seu lado, a Irmã Ilda Tomás, lembrou que “este lugar fala da Irmã Wilson como poucos, é justa esta homenagem e muito oportuna neste ano em que a Diocese do Funchal celebra 500 anos de existência”.
“A Irmã Wilson foi uma figura inesquecível, numa etapa muito especial da vida da Igreja que se inscreve dentro deste tempo devido à sua acção caritativa e apostólica”, sublinhou.
O seu exemplo intemporal foi ainda salientado por outros oradores, como os “três sobrinhos em terceiro grau” de Madre Wilson que participaram na cerimónia, “muito agradecidos e muito felizes por ter uma tia assim, ela é de facto uma grande mulher”.
Refira-se ainda um “hino” cantado pelas crianças das Escolas Santo Condestável (Camacha) e Arendrup (Santo da Serra).
VERA LUZA
Papa Francisco associa-se a cerimónia de homenagem a Madre Wilson
O Papa Francisco associou-se hoje à celebração de homenagem a Madre Mary Wilson (1840-1916), a fundadora das Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, com "uma bênção apostólica e indulgência plenária", de que foi portador o cardeal Manuel Monteiro de Castro que presidiu a uma missa solene na Sé do Funchal, com vários sacerdotes, fiés, religiosos (as) e as principais entidades oficiais da região.
"Sejam estas minhas primeiras palavras portadoras de uma saudação cordial do Santo Padre Francisco a todos os presentes", disse no início da sua homilia.
Na sua mensagem, destacou os "quatro períodos fundamentais" da vida e obra de Madre Wilson na Madeira, no meio de particulares dificuldades, em especial durante a implantação da República, em que sofreu o exílio. Apesar de tudo, ela soube ultrapassar as diversas vicissitudes com as "graças de Deus" e porque "nunca ficava pelas meias medidas. Controlava as suas ações e fazia a sua escolha sempre guiada pela vontade de Deus, que era a luz do seu caminho. O seu exemplo de caridade é sempre atual e necessário para todos nós, tanto ontem como hoje, quando muitas vezes somos postos à prova num mundo secularizado e frio", sublinhou o cardeal português.
Outro momento memorável da ação providencial na Madeira, através de Madre Wilson, foi o combate à varíola, no início do século XX, lembrou ainda D. Manuel Monteiro de Castro. "Um dos momentos que mais nos ilumina, é aquele que foi cuidar dos doentes com varíola, no Lazareto, cuidando de todos eles, amando-os como uma mãe. Ali entregou a sua vida como Jesus Cristo, sem ter medo de morrer. Uma atitude de caridade excelente pela qual começou a extinguir essa peste aqui na Madeira", referiu.
Antes desta celebração na Sé, recorde-se, o cardeal Monteiro de Castro marcou também presença na cerimónia de inauguração de uma escultura dedicada à Boa Mãe, em Santa Cruz, acompanhado pelo bispo do Funchal, António Carrilho, e outras entidades.
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