Monumento a Madre Wilson perpetua acção meritória


A cidade de Santa Cruz tem a partir de agora um “grupo escultórico” em memória de Madre Mary Wilson, a fundadora das Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias. A inauguração, ontem de manhã, contou com a presença do Cardeal D. Manuel Monteiro de Castro, do Bispo do Funchal, D. António Carrilho, várias entidades oficiais, familiares da Irmã Wilson e a Superiora-Geral da Congregação, Ilda Tomás. A escultura tem cerca de dois metros de altura é da autoria de Luís Alves Paixão e foi executada em betão branco. Está localizada no jardim municipal entre a igreja paroquial de Santa Cruz e a Misericórdia local; e na legenda lê-se: “Irmã Maria de São Francisco Wilson (1840-1916).” Nas intervenções alusivas ao acontecimento, que foi presenciado por muita gente, salientou-se a “grande personalidade” e a “obra histórica” de Madre Wilson, apelidada de “Boa Mãe” em toda a Madeira e que ficou ainda conhecida como “Anjo da Caridade”, lembrou na cerimónia da bênção o Bispo do Funchal. “Ela fez tanto pelas crianças, idosos e pobres de toda a espécie de valores”; a sua “acção deu-se em todos os campos”, com “um coração grande e olhos grandes para ver a necessidade da nossa gente”, referiu. “Esta escultura fica a lembrar o carinho, atenção, ternura, solicitude, na linha da caridade. Não é apenas uma imagem para os crentes contemplarem, é uma mulher crente e santa que serve de exemplo para crentes e não crentes, para todos aqueles que têm boa vontade, desejam servir os seus irmãos com toda a simplicidade para quem tiver bom coração, assim desejamos”, acrescentou D. António Carrilho. Discurso de “gratidão” foi o que fez também o pároco de Santa Cruz, cónego Agostinho de Carvalho. “Toda esta zona de Santa Cruz está muito reconhecida a Madre Wilson, desde a construção da Misericórdia, até às escolas; e deixou uma marca em tudo, vale a pena imitar esta mulher extraordinária”, disse. Por seu lado, a Irmã Ilda Tomás, lembrou que “este lugar fala da Irmã Wilson como poucos, é justa esta homenagem e muito oportuna neste ano em que a Diocese do Funchal celebra 500 anos de existência”. “A Irmã Wilson foi uma figura inesquecível, numa etapa muito especial da vida da Igreja que se inscreve dentro deste tempo devido à sua acção caritativa e apostólica”, sublinhou. O seu exemplo intemporal foi ainda salientado por outros oradores, como os “três sobrinhos em terceiro grau” de Madre Wilson que participaram na cerimónia, “muito agradecidos e muito felizes por ter uma tia assim, ela é de facto uma grande mulher”. Refira-se ainda um “hino” cantado pelas crianças das Escolas Santo Condestável (Camacha) e Arendrup (Santo da Serra).

VERA LUZA
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