Recordar o Baptismo dá indulgência plenária no Ano da Fé

D. Manuel Monteiro de Castro explica o que significa 
este recurso que a Igreja coloca à disposição dos seus fiéis.


O Ano da Fé, que amanhã começa e que é uma iniciativa convocada pelo Papa Bento XVI, vai incluir uma indulgência plenária. Trata-se de um perdão que acresce ao da confissão, uma espécie de amnistia geral, como explica o cardeal D. Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor da Santa Sé, responsável de um dos tribunais da Cúria Romana, em entrevista à Renascença. “As indulgências são um dom que o senhor nos deixou. Isto é, o Senhor deixou a São Pedro o poder das chaves. Quando nos confessamos a pena eterna fica perdoada mas na pessoa humana fica sempre uma coisa que precisa de ajuda, uma espécie de cicatriz. Para isso serve o purgatório.” “É essa pena do purgatório que é totalmente suprimida pelas indulgências. A indulgência pode ser em nosso benefício, ou em benefício de pessoas que já tenham morrido”, explica. Durante este Ano da Fé a Igreja recomenda também a recordação do baptismo através da ida à Pia Baptismal. “A Pia Baptismal é um lugar muito importante porque é aí que recebemos a fé. Se formos à pia baptismal e tomarmos água benta e nos recordarmos do nosso baptismo, e depois nos confessarmos, comungarmos e rezarmos pelo Papa, recebemos indulgência plenária”, diz D. Manuel Monteiro de Castro.

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