As diculdades em ser cristão no mundo actual



«É difícil ser cristão no mundo actual» por uma variedade de razões. Porque «vivemos num tempo de extrema mobilidade das pessoas, há uma universalização de tudo, um conhecimento rápido das coisas, um contínuo vai-vem que coloca novos confrontos à evangelização», e num ambiente de «secularismo e relativismo crescentes», disse ontem D. Amândio Tomás ao Jornal da Madeira, no final do retiro para sacerdotes da nossa diocese que esta semana orientou no Terreiro da Luta. O bispo de Vila Real considera ainda que existe «uma multiplicidade de propostas», em que «vivemos num cenário que é de feira, de supermercado, onde cada um recolhe o que quer e o que muito bem entende; há muitos produtos, uma propaganda exarcebada de tudo, as pessoas sentem-se confusas» e questionam-se - «a quem devo seguir, que voz devo ouvir?» Na sua análise lembra que «antigamente vivia-se à sombra do campanário, a fé andava sobre rodas, o que os nossos pais diziam fazia-se, o influxo da família era determinante, nós recolhiamos todo um depósito de fé, mas hoje as coisas são diferentes, hoje muitas vozes falam, muitas propostas se ouvem e é preciso um grande discernimento para distinguir o mal do bem, o que de melhor existe; para nós, a liberdade deve ser sempre o melhor porque nos valoriza e torna felizes», frisou. Da parte da Igreja Católica, propõe-se uma «nova evangelização», com a «coerência e o testemunho da fé» a todo o momento, através de «novas linguagens e formas de levar a todos a mensagem de Cristo, que é sempre actual», sublinhou. E aponta como exemplos apostólicos de especial referência o Ano da Fé convocado pelo Papa para celebrar os 50 anos do Concílio Vaticano II; e o Sínodo dos Bispos sobre a “nova evangelização”, eventos que vão iniciar-se em Outubro próximo. 

VERA LUZA
in Jornal da Madeira  07.07.12
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