Tempo de evangelização para o coração do catolicismo


Bento XVI inicia esta sexta-feira uma viagem de seis dias ao México e Cuba, regressando cinco anos depois à América, onde vivem quase metade (49 por cento) dos 1196 milhões de batizados.
Este número corresponde a uma percentagem de 28,34 por cento da população total do continente americano, valor que, segundo o Vaticano, registou uma quebra de 0,2 por cento entre 2009 e 2010.
A queda do número de católicos na América Latina, o avanço do secularismo e o aumento da influência das seitas são algumas das principais preocupações que Bento XVI tem manifestado, a respeito desta região.
Nesse sentido, o Papa revelou a sua intenção de visitar o México e Cuba para ali "proclamar a Palavra de Cristo e para garantir a convicção de que este é um tempo precioso para evangelizar com fé firme, esperança viva e caridade fervorosa”, como disse a 12 de dezembro de 2011, no Vaticano.
A ideia vai ao encontro das conclusões da última Conferência Geral dos Episcopados da América Latina e das Caraíbas, que decorreu em maio de 2007, em Aparecida (Brasil).
O Papa inaugurou os trabalhos desta reunião magna, que juntou mais de 260 participantes, e convidou os representantes das conferências episcopais da região a não confudirem o Cristianismo com qualquer ideologia política ou partidária.
"Se a Igreja começasse a transformar-se diretamente em sujeito político, não faria mais pelos pobres e pela justiça, mas, pelo contrário, faria menos, porque perderia a sua independência e a sua autoridade moral, identificando-se com uma única via política e com posições parciais questionáveis", alertou.
Perante problemas sociais graves e o avanço das seitas, o Papa considera que Deus e a evangelização são as respostas para os desafios da América Latina e os Bispos foram desafiados a centrarem a sua ação na figura de Jesus para fazer face a um "certo enfraquecimento" da vida cristã.
Esse fenómeno acontece, segundo o Papa, "devido ao secularismo, ao hedonismo, ao indiferentismo e ao proselitismo de numerosas seitas, de religiões animistas e de novas expressões pseudorreligiosas".
Esta é a primeira vez que Bento XVI visita países de língua hispânica na América Latina e a sua terceira viagem ao continente americano, após a viagem ao Brasil (2007) e aos EUA (2008).

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