Assunção de Maria - A vitória de Deus

NO PRÓXIMO DIA 15 CONTEMPLAMOS MARIA NO MISTÉRIO DA SUA ASSUNÇÃO
Foi em 1950 que o Papa Pio XII, no fim de séculos de vivência e estudo, declarou o Dogma da Assunção de Maria Santíssima. Maria, ao terminar o curso da sua vida terrena, foi assunta ao Céu em corpo e alma. O ventre que nos tinha dado Cristo Jesus não podia experimentar a corrupção da carne.
Mas, faz sentido para o homem de hoje falar e celebrar o mistério da Assunção? Faz. Hoje, mais do que nunca, faz sentido.
O mistério da Assunção de Maria encerra em si várias dimensões essenciais para a vida do homem e para a forma como o homem encara a sua vida e o rumo a seguir. Diante da morte, do sofrimento, do mal, da fragilidade humana, muitos podem ficar sem palavras, mas Deus responde a tudo isso com a fragilidade do amor. Faz sentido dizer bem alto que a força que transforma o mundo e impele a nossa vida para diante é o amor. É o amor que vence e não o ódio; no final, é a paz que vence. Celebrar a Assunção é celebrar a vitória sobre a morte, sobre o mal; é celebrar Deus presente no meio do mundo e a vitória da vida e do bem; é ver que o amor é mais forte do que a morte; que Deus tem a verdadeira força e a sua força é bondade e amor. Por isso, estamos em festa, porque, no fim, sabemos que Deus venceu e que nós não poderíamos estar em melhores mãos – nas mãos d’Ele.
Na Assunção de Maria, é toda a humanidade que está em festa: festa, porque a morte foi vencida; festa, porque a morte não tem a última palavra; festa, porque Deus não nos fez para a morte e para a corrupção, mas para a glória na sua presença – é o que nós chamamos Céu. Venerar o mistério da Assunção é exaltar a força da vitória da Ressurreição de Cristo; é renovar em nós a certeza da Vida Eterna – vida de Deus em nós.
Mas, celebrar a Assunção é também parar um pouco no meio do Verão e olhar para a vida. Como vai a minha vida? É olhar para a vida com olhos que vão mais longe; é atrever-se a olhar além do quotidiano e das pressas diárias; é perceber que sou chamado para mais além do que vejo e do que sinto neste momento; há uma vocação plena, à qual sou chamado. É ousar olhar para o Céu. Maria indica-nos essa meta e esse nosso horizonte, porque o horizonte da vida não se limita à terra. Esse olhar para o Céu transforma já os meus passos e as minhas opções, os meus projectos e os meus sonhos e a forma como me relaciono com os outros.
Maria foi elevada ao Céu em corpo e alma: também para o corpo existe um lugar em Deus. Para nós, o Céu já não é uma esfera muito distante e desconhecida. No Céu, temos uma mãe. E a Mãe de Deus, a Mãe do Filho de Deus, é a nossa Mãe. O Céu está aberto; o Céu tem um coração.
Maria é elevada em corpo e alma à glória do Céu e, com Deus e em Deus, é rainha do Céu e da terra. Porventura, está tão distante de nós? É verdadeiro o contrário. Precisamente porque está com Deus e em Deus; está pertíssimo de cada um de nós.
Podemos confiar sempre toda a nossa vida a esta Mãe, que não está longe de nós. E, assim como foi assunta ao Céu, assim também indica-nos o caminho a percorrer e mostra o destino final dos que escutam a Palavra de Deus e a cumprem. Só o amor nos elevará aí, onde nós pertencemos.
Padre Marcos Gonçalves
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