D. António fala do ser padre no nosso tempo

A Sé do Funchal foi pequena para acolher tantos fiéis que, ontem de manhã, quiseram testemunhar a ordenação sacerdotal de três jovens da nossa Diocese: Hugo Gomes, Ricardo Freitas e Luís Miguel Pedreiro. A concelebração eucarística que integrou a referida cerimónia, presidida por D. António Carrilho, foi ainda participada por muitos sacerdotes, seminaristas, grupos apostólicos e entidades oficiais da Região. E a animação litúrgica esteve a cargo de um Coro dirigido por Benvinda Carvalho, formado por elementos de várias comunidades paroquiais.
Na sua Homilia, o Bispo do Funchal falou da identidade do padre no contexto dos desafios nosso tempo, do “sacerdote da Nova Aliança” que “é ungido para anunciar a Boa Nova da Paz e da Alegria. Também no contexto do mundo actual, o presbítero, que ama apaixonadamente a Deus e o seu povo, tem de aparecer como Sacramento de Cristo, Rosto visível do Amor e da Misericórdia junto de todos os homens e mulheres, mas sobretudo daqueles que mais precisam de ajuda, quando a tristeza, o vazio e a solidão se fazem sentir na suas vidas. Bento XVI recorda-nos que o sacerdócio não é uma simples ‘profissão’, mas sim um ‘Sacramento’: ‘Deus serve-se de um pobre homem a fim de estar, através dele, presente entre os homens, e agir em seu favor”, salientou.
Como “colaboradores directos do Bispo no ministério do sacerdócio, também os novos presbíteros ficam unidos entre si na comunhão sacramental e fraterna do presbitério diocesano”, disse ainda D. António Carrilho, para acentuar que: “A solicitude, a partilha e a conjugação de esforços na oração, no estudo e na acção pastoral constituem, sem dúvida, uma grande força, que ajuda a viver em fidelidade e unidade os compromissos assumidos igualmente por todos, em inteira liberdade, na ordenação sacerdotal”, lembrou.
Noutra passagem, e em referência “aos desafios das novas realidades sociais e culturais do mundo actual, sobretudo face ao relativismo moral e ao indiferentismo religioso” o Bispo do Funchal afirmou que “o sacerdote há-de ser uma testemunha viva e contagiante do Amor infinito de Deus por cada homem e por cada mulher”; um “ser chamado a servir com humildade, alertar e libertar dos perigos com a força da Palavra de Deus e dos Sacramentos, sinais da Sua presença salvadora, prestando uma particular atenção às situações mais dolorosas da vida humana.”
“Face aos desafios da nossa sociedade globalizada, urge privilegiar a pastoral do acolhimento, a evangelização da cultura, da família, dos jovens, dos novos meios de comunicação e a preparação de agentes pastorais. Temos de nos capacitar sempre mais e preparar as nossas comunidades para corresponderem, com eficácia, às exigências dos tempos de hoje. Daí a necessidade da formação contínua, humana, teológica, espiritual e pastoral”, indicou.

Vera Lusa
in Jornal da Madeira
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