Homilia de D. António Carrilho, Bispo do Funchal

Sé do Funchal, 31 de Dezembro de 2009


Hino de Louvor e Acção de Graças

No final de mais um ano, elevamos o nosso coração a Deus, num Canto de Louvor e Acção de Graças, pelas inúmeras bênções e dádivas recebidas da Sua bondade paternal. Sim, cada um de nós sabe em quanto foi beneficiado pelos dons do Senhor, quer espirituais quer temporais, ao longo de todo o ano. Com o salmista, também nós dizemos, cheios de gratidão: “Cantai ao Senhor um cântico novo, pelas maravilhas que Ele operou” (Sl 97,1).
Neste hino de louvor e gratidão, apraz-me recordar alguns acontecimentos mais relevantes da vida da Igreja, na nossa Diocese. Recordo, em primeiro lugar, todo o dinamismo do Ano Paulino e o entusiasmo de tantas comunidades e grupos apostólicos, no estudo e aprofundamento dos escritos de S. Paulo, bem como a convocação do Ano Sacerdotal, com o seu forte incentivo à renovação interior dos sacerdotes e à descoberta do sentido do Sacerdócio, por parte de todo o Povo de Deus.
Lembro, também, as imensas graças recebidas através das Ordenações de quatro Diáconos, em ordem ao Presbiterado, e da Dedicação e Bênção de igrejas novas (Feiteiras e Jardim da Serra) e restauradas (Encarnação, Quinta Grande e S. Francisco Xavier).
Recordo, muito especialmente, a Visita da Imagem Peregrina de Fátima à nossa Diocese, a Senhora da Paz, que nos tem vindo a despertar para uma maior autenticidade de vida cristã, na oração, na escuta da Palavra, na mudança de vida e de comportamentos, em relação a nós e aos outros. Guardamos no coração a sua recomendação maternal: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5).
Para além deste âmbito mais directamente eclesial devemos, também, dar graças a Deus, em termos globais, por todos os esforços realizados pela comunidade eclesial, civil e política, perante a crise mundial que também nos afecta, e apesar dela, no sentido de se promover o bem comum e construir a paz, através das respectivas instituições, nomeadamente das Instituições Particulares de Solidariedade Social, públicas e privadas, que se empenharam em ajudar os mais carenciados, especialmente os pobres, as crianças, os doentes e idosos mais abandonados e até esquecidos pelos seus. E não podemos esquecer, também, os incontáveis gestos humildes, de ternura e generosidade, nas famílias, entre os vizinhos e nos espaços de trabalho, à semelhança do “copo de água” oferecido por amor de Jesus, que não ficará sem recompensa (cf. Lc 6,32).
Com Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, em profunda comunhão eclesial, damos graças por todas as maravilhas, que o Senhor realizou em nós e por nós, e reiteramos o nosso Canto de Louvor: “Te Deum Laudamus…”!

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