D. António Carrilho destaca comunhão e responsabilidade

O encontro de ontem no Paço Episcopal, entre D. António Carrilho e dezenas de sacerdotes, leigos e religiosos, constituiu “uma assembleia representativa de toda diocese, o povo de Deus em miniatura”, segundo a definição do Bispo do Funchal que o sintetizou ainda na palavra “comunhão”.
“Este encontro é expressão de comunhão, exprime o desejo de ir mais longe, o desejo de viver esta comunhão em corresponsabilidade e participação”, sublinhou.
“Aqui vê-se representada toda a diocese, nos seus diversos carismas e ministérios, nas suas necessidades, lutas, preocupações, trabalhos e alegrias, em tudo aquilo que é serviço e construção positiva ao serviço do povo desta nossa região”, acrescentou.

Juventude e família em lugar de destaque

Na mensagem dirigida aos presentes na cerimónia de apresentação de votos de Boas Festas e Ano Novo, o Bispo do Funchal agradeceu o trabalho realizado pelos sacerdotes, comunidades paroquiais e movimentos de apostolado; destacou a importância do “testemunho” por parte das famílias cristãs; e apelou a um maior empenho junto dos jovens.
“Cada um no seu posto deve assumir a condição de cristão, vivendo e irradiando os valores do Evangelho. Os jovens, as famílias, sem esquecer ninguém, mas olhando à realidade concreta do nosso mundo, diria que precisamos de um rosto jovem na nossa Igreja, que os jovens ocupem o seu lugar.”
“No nosso tempo, as famílias merecem uma particular atenção.É muito importante e necessário o testemunho das famílias cristãs, alegres, unidas e felizes na nossa sociedade”, disse.
“Às vezes, diz-se que se casam menos pessoas ou até que o casamento parece estar secundarizado dentro de uma perspectiva relativista dos valores na sociedade actual. Precisamos, então, do testemunho de ideais para que estes sejam reconhecidos na sua importância e no seu valor”, explicou.
D. António Carrilho referiu-se ainda a alguns acontecimentos que marcaram o ano de 2009, nomeadamente o Ano Paulino que serviu para “aprofundar a Palavra e a fé”; e o início do Ano Sacerdotal, em que se pretende conhecer “o sentido do ser padre na Igreja” e promover “a dimensão vocacional na pastoral dos jovens, nas famílias, em todas as nossas comunidades”. Factos e desejos que também são propostos para o novo ano (2010), “numa linha de continuidade e de cooperação a nível diocesano”, reafirmou.

Mensagens em nome dos presentes

Em nome do clero falou o Pe. Estêvão Fernandes (o padre mais novo da nossa diocese), para desejar que “a alegria do Natal” continue a manifestar-se “na missão pastoral”. Os Institutos Religiosos, através do Pe. Jorge Vaz (carmelita), afirmaram o seu “compromisso de fidelidade pela mesma causa”.
Luisa Correia, porta-voz dos leigos, agradeceu a D. António Carrilho o “carinho e a grande atenção” que tem dado às famílias.
E da parte dos jovens, Rafaela fez votos para se “deixem conduzir peloMenino de Belém”.

Imagem Peregrina presente no encontro

Presença especial no encontro de ontem, no Paço Episcopal, foi a da Imagem Peregrina de Fátima (na foto ao lado, com os padres Giselo e Ignácio, autores do Hino para a visita da Imagem à nossa diocese).
D. António Carrilho lembrou os objectivos desta presença e o acolhimento que tem sido dispensado pelas comunidades. “O povo soube acolher”, afirmou. E “a mensagem não há-de passar se for acolhida realmente na preparação e no modo como se processar em cada comunidade a passagem de Nossa Senhora.”
“Para mim, o desejo e o objectivo (da visita) é conduzir a uma autenticidade de vida cristã. Que a Imagem seja uma interpelação, que a sua passagem estimule a nossa fé, a nossa esperança e o nosso compromisso apostólico”, sublinhou o Bispo do Funchal.


Vera Luza
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