Comunicado do Gabinete de Informação da Diocese do Funchal

ESCLARECIMENTO

Perante notícias e informações que têm vindo a público a propósito das recentes nomeações para os Serviços Pastorais da Diocese, feitas pelo Senhor Bispo do Funchal, o Gabinete de Informação vem esclarecer o seguinte:
 
1.     Todos os Sacerdotes nomeados para novas missões pastorais aceitaram voluntariamente as propostas que lhes foram apresentadas, tomando-as como novos desafios para a missão da Igreja, com a qual se comprometeram, alegre e livremente, na ordenação sacerdotal.
 
2.     Verificaram-se alterações em vinte e duas Paróquias. Alegra-nos saber que a maior parte destas Paróquias entendeu que a melhor forma de expressar a sua amizade e o seu apoio aos sacerdotes, que estimam e agora vêem partir para novas missões pastorais, está em respeitarem as suas opções e compromissos, e em associarem-se, com a mesma fé e amor à Igreja, aos seus testemunhos de disponibilidade para o serviço do Reino de Deus.
 
3.     Dificilmente se aceitam, por isso, certas iniciativas e atitudes menos convenientes, quando não reveladoras de uma fé pouco esclarecida e pouco ou nada comprometida na vida da Igreja. A linguagem desrespeitadora, ofensiva e caluniosa, nunca poderá ser a expressão de uma fé verdadeira nem de uma caridade autêntica; falta-lhe o respeito e a dignidade, que são apanágio da educação humana e cristã.
 
4.     A utilização dos meios de comunicação social para tais desabafos e comentários, com semelhante tipo de linguagem, serve apenas para o sensacionalismo tão desejado e procurado por alguns. Constata-se, com efeito, que, em certos casos os media são utilizados, não para um correcto serviço informativo, mas para «criar» os próprios acontecimentos.
 
5.     As nomeações pastorais já feitas não podem resolver todas as necessidades sentidas na vida da Igreja Diocesana. Há ainda, como é óbvio, um caminho a prosseguir, em tempo oportuno, tendo em atenção o projecto pastoral da Diocese, os recursos humanos disponíveis (número de sacerdotes, idades, saúde, etc.) e as limitações impostas por certas circunstâncias da vida das nossas Paróquias.
 
6.     Compete ao Bispo, em diálogo com os seus órgãos, pessoas e instituições, julgar da oportunidade da elaboração e execução de determinados projectos, tendo em conta as necessidades e possibilidades reais, sem pressões de qualquer natureza. Só na base da mútua confiança se poderá realizar a actividade pastoral do Bispo, que terá sempre em vista o maior bem de toda a Diocese, num dinamismo adequado às exigências dos novos tempos.
 
Funchal, 9 de Outubro de 2008
O Gabinete de Informação

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